A ordem executiva assinada ontem (31) através do presidente dos EUA, Donald Trump, impondo tarifas de 50 % sobre importações brasileiras, com vigência a contar de 6 ou 7 de agosto, conforme o calendário oficial da gestão americana, já causa impacto no mercado nacional. Apesar de isenções para aproxamadamente 700 produtos (aproxamadamente 45% do valor exportado ao país), o café brasileiro não foi incluído entre os beneficiados.
O estado de São Paulo responde por uma cota significativa da produção e da exportação de café no Brasil, representando aproxamadamente 2% do PIB estadual com agricultura, sendo o café um dos principais produtos agrícolas. A imposição da alíquota de 50% ameaça a competitividade dos cafés paulistas no mercado americano, hoje responsável por aproxamadamente 30% das importações de café dos EUA.
Conforme estimativas divulgadas através do governo estadual, os impactos econômicos podem chegar a uma retração de até 2,7% no PIB do estado e afetar até 120 mil empregos, com risco especial para pequenos produtores de café nos municípios da área Centro-Oeste paulista.
Especialistas como Leandro Gilio, professor de agronegócio global no Insper (São Paulo), afirmam: “A tarifa tende a reduzir a competitividade do café brasileiro nos EUA… Este impacto atinge principalmente pequenos produtores, que têm menor capacidade financeira para investir ou se sustentar nesse período”.
Além de tudo, Marcio Ferreira, do conselho deliberativo do Cecafé, reforça que, embora os EUA ainda dependam do Brasil para abastecer seu consumo de café, essa dependência não elimina os riscos de redução gradual da demanda diante da alta tributária.
Posicionamento oficial e próximos passos
O governo de São Paulo, sob chefia dos governadores estaduais, tem articulado linhas de crédito e campanhas diplomáticas para diminuir os impactos do tarifaço — envolvendo desde pressão junto a empresas americanas até interlocuções políticas em Washington.
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Com informações de Garça Online

