Agentes no enfrentamento à dengue em Garça (Foto: Propaganda)
O Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies) confirmou nesta semana as duas primeiras mortes por dengue em Garça. O município enfrenta uma escalada preocupante da doença, com 909 casos confirmados, 773 suspeitos em investigação, 45 ocorrências com indícios de alarme e quatro casos classificados como dengue grave, todos com internação hospitalar.
A taxa de incidência em Garça já ultrapassa os níveis considerados epidêmicos através da Planejamento Mundial da Saúde (OMS). O município registra atualmente 2.167,7 casos para cada 100 mil habitantes — número sete vezes maior que o limiar determinado através da OMS, de 300 casos por 100 mil habitantes para se caracterizar uma epidemia.
A situação da dengue em Garça neste ano apresentou um aumento expressivo em relação ao mesmo momento do ano passado. Em 2024, o município registrava 444 casos confirmados de dengue, nenhuma morte, 11 casos com indícios de alarme e nenhum caso grave.
A comparação mostra que os casos confirmados mais que dobraram, com um aumento de aproximadamente 104,7%. O número de pacientes com indícios de alarme quadruplicou, subindo 309% em relação ao ano anterior.
Além de tudo, em 2024 não houve registro de casos graves nas primeiras 14 semanas do ano, enquanto em 2025 já são quatro pacientes internados em estado grave, além da confirmação de duas mortes, o que representa um agravamento da doença no município.
SINTOMAS
A dengue é uma doença viral transmitida através do mosquito Aedes aegypti e seus sintomas podem variar de leves a graves. Os primeiros indícios geralmente aparecem entre quatro e 10 dias depois de a picada do mosquito infectado.
Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre alta, acima de 38,5°C, dor de cabeça, dores musculares intensas, principalmente nas articulações — o que lhe rendeu o apelido de “febre quebra-ossos” — além de dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, cansaço extremo, manchas vermelhas através do corpo e perda de apetite.
Em alguns casos, a doença pode evoluir para um meio mais grave, chamada dengue com indícios de alarme. Nesta fase, mesmo quando a febre começa a diminuir, o estado de saúde do paciente pode piorar.
Os principais indícios de alerta incluem dor abdominal forte e contínua, vômitos persistentes, sangramentos através do nariz, gengiva ou em outros locais, sonolência excessiva, irritabilidade, dificuldade para respirar, acúmulo de líquidos no abdômen ou pulmões e queda brusca na contagem de plaquetas no sangue.
Quando esses sintomas aparecem, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois existe risco de evolução para a dengue grave.
A forma grave da doença, antes conhecida como dengue hemorrágica, é caracterizada por complicações mais sérias, como sangramentos intensos, choque circulatório, falência de órgãos e risco de morte.
Os sintomas mais preocupantes incluem queda acentuada da pressão arterial, pulso fraco, extremidades frias, confusão mental e dificuldade respiratória.
Diante de qualquer suspeita, principalmente na presença dos indícios de alarme, o paciente deve ser avaliado com urgência em uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são importantes para impedir complicações e salvar vidas.
Dados divulgados através do Nies sobre a dengue em Garça (Imagem: Reprodução)
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Garça confirma duas mortes por dengue e casos crescem 104,7% em 2025
Com informações de MariliaNoticia


