A responsabilidade social das empresas vai além do cumprimento de obrigações legais e da busca por lucro. Ela envolve o comprometimento com práticas que promovam o bem-estar da sociedade como um todo, incluindo a valorização da diversidade e a promoção da inclusão. Neste contexto, a contratação de pessoas com deficiência representa uma ação concreta e essencial para a construção de um ambiente de trabalho mais justo, plural e humano.
A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho não deve ser vista somente como uma obrigação legal, imposta por legislações como a Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91), mas como uma oportunidade de ampliar talentos, perspectivas e experiências dentro das organizações. Ao contratar profissionais com deficiência, as empresas contribuem para a quebra de estigmas e preconceitos, fomentando uma cultura corporativa mais aberta à diversidade.
Lei de Cotas – A Lei de Cotas estabelece que empresas com mais de 100 empregados precisam destinar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. No entanto, cumprir essa meta ainda é um desafio para muitos empregadores.
De acordo com o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Goioerê (ACIG), Fábio Dias, a intenção das empresas existe, mas nem sempre existe candidatos disponíveis com o perfil necessário. “Muitas empresas têm a intenção de contratar pessoas com deficiência, mas esbarram na falta de mão de obra que atenda aos requisitos exigidos para as funções disponíveis”, explica. “A dificuldade está não apenas em encontrar candidatos, mas em garantir que tenham o preparo técnico necessário para assumir determinados cargos.”
Neste sentido, a ACIG com o auxílio de um trabalho de captação de talentos, tem estimulado e recebido currículos, inclusive de PCDs, para auxiliar o mercado a cumprir com seu papel social dentro desse importante processo de inclusão.
“É fundamental que as empresas assumam um papel ativo na mudança desse cenário, promovendo a inclusão de forma planejada e responsável. Garantir condições de acessibilidade, oferecer treinamentos internos, adaptar processos e, sobretudo, reconhecer as competências desses profissionais são passos essenciais para que a inclusão seja efetiva. E nós, enquanto Associação que representa o setor produtivo, nos colocamos à disposição para auxiliar na promoção desse cenário”, concluiu Dias.
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Com informações de Garça Online

